domingo, 31 de outubro de 2010

Mr. Unhappy

Era uma vez um coração. Um coração vermelho e pulsante como qualquer outro. Ele batia forte e se acalmava, batia forte e se acalmava...
Não tinha nada mais, nada menos. Era só um coração. Mas certo dia, um outro coração apareceu a sua frente. E isso o deixou tão feliz! Não tinha do que reclamar. Ela amava pulsar forte, ás vezes, até queria sair daquela escuridão que o prendia e abraçar o outro pequeno órgão que batia ao seu lado. Ficava tão aliviado quando o ouvia pulsar forte também, e ficava triste quando tentava ouvir o típico batuque dele, mas não ouvia.
Passaram bons tempos juntos. Um completava o outro. Já sabiam o que cada aceleração ou calma significavam. Os dois eram um só. Até que de repente, assim, numa manhã qualquer de domingo, ele teve que dizer adeus. Foi do nada. E isso fez com que o arranque de um pedaço machucasse o outro. Doeu. E a dona do lugar que o mantinha ali ainda colocou a culpa nele. Dizia que quem tinha feito tudo aquilo era ele. Mas não era. Ele foi tão vítima quanto ela. E ele, talvez, estivesse tão machucado quanto ela. Entristeceu-se, as marcas ainda estariam ali por um bom tempo. Tinha certeza disso. Por dias, pensava em uma maneira de parar de bater porque o som que ouvia, não sendo a da sua metade, era ensurdecedor. E não aguentaria muito tempo. Era o que pensava. Mas ele aguentou sim.
Se demorou? É, demorou. Mas isso não quer dizer que tenha doído mais, ou menos. Doeu de qualquer jeito. Mas isso só o ajudou a ser forte. Se acontecesse de novo? Sofreria da mesma maneira. Só que com a com certeza de que ficaria tudo bem. Porque sempre fica. Não importa quando, como ou porque. É uma regra. Tudo fica bem no final.

Soc(necess)iedade

Ás vezes não é fácil pra você sentir um turbilhão de emoções - tanto tristeza, alegria ou qualquer outro sentimento - e não poder dividí-lo com alguém, em certos momentos você até se expressa, mas tudo o que recebe é ignorância ou reclamações. Talvez as pessoas precisem ser mais compreensivas, precisem se abrir mais, se doar mais, se render mais. O que, realmente, a sociedade fechada de hoje precisa é de comunicação, não digo de jornais, revistas ou fofocas, trata-se de diálogos saudáveis, de carinho e de entendimento. Ás vezes a única coisa que alguém precisa é um abraço e um ouvido, apenas isso, mas o que ganham se torna o oposto. Torne-se, diferente da realidade, da sociedade modista, seja o lenço, o ouvido, o abraço de alguém, pelo menos um dia. Você não só ajudará a ela, como a si mesmo.

sábado, 23 de outubro de 2010

2 Lados

Talvez seja um presente, tanto bom como ruim. Ao mesmo tempo que ele te dá sensações boas, pessoas agradáveis, prazeres duradouros, sorrisos e júbilos, ele também te dá lágrimas, dores, tristeza, solidão e preconceito. Vale a pena arriscar? Vale, e como vale. Amor é um sentimento meio confuso, o único sentimento no qual eu não posso definir medidas e altura. Ele te leva ao mar de rosas, como também pode levar ao abismo, é inexplicável e imensurável, é uma mistura de sentimentos, é como juntar as cores e formar o branco. Amor é a junção de morte com vida - cuja palavras são parecidíssimas - se você ama, vive, e se ama também morre. São provas e exemplos de amor, provas difíceis, não é fácil viver e sofrer ou morrer e esquecer. Quando você ama, você se arrisca, você confia, você teme, você sofre, você sorri, sente suas pernas tremerem, sente a sua razão sumir e seu coração pulsar mais forte. Amor é você dar a sua segunda chance para alguém corrigir o erro, é você não dar apenas uma pedaço de você, mas se dar por inteiro. Amor é amor, é simples e completo, quem não sentiu, ainda não viveu. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Andemos pela honestidade

Não sou boa em blogs, na verdade esse é o primeiro. Digamos que nem em escrever eu seja boa. Constantemente erro a grafia das palavras e coloco muitos pontos finais (Isso não é legal, sempre fica parecendo vazio).
  Mas, de coração, espero que quem leia, goste. Todos os textos saem do fundo do coração, de sentimentos verdadeiros, talvez até de coisas que eu nunca vi ou presenciei mas que, de alguma forma, sejam importantes.


É isso. Enjoy it!