Eu era também liberdade, sentada naquela mesa no meio dos livros, enquanto o mundo chacoalhava meus pés - literalmente.
Porque Sartre dizia que somos seres libertos, que mesmo não escolher era escolher e eu vinha não escolhendo. Todo dia eu escolhia não escolher alguma coisa. Eu era então liberta?
Eu, lendo aquelas histórias, totalmente um ser-em-si, eu, daquele jeito, era liberta?
Não me parecia, Jean Paul Sartre.
Alguém dentro de mim vinha fazendo escolhas pelas quais eu não queria assumir responsabilidades. Me isento da culpa.
Aja, aja, faça, ande, aja, tente, aja!
Ou não. Ou não faça nada, mas lide com as consequências.
Bruto.
Tão bruto que nasce o existencialismo. crise existencial. crise. existencial.
Até o texto ficou confuso.