Eu não sou a mesma pessoa de seis meses atrás.
Eu não uso as mesmas roupas, nem sapatos, nem pulseiras e brincos.
Eu não sou a mesma pessoa de seis meses atrás.
Eu não tenho as mesmas atitudes, pelo contrário.
Adquiri novos gostos. Alguns até exóticos.
Eu troquei minhas ideias políticas e luto por elas com veemência.
Eu prometi não ser mais passiva, tirei as papas da línguas e não deixo que ninguém oprima ninguém. Não perto de mim.
Eu não sou a mesma pessoa de seis meses atrás.
Eu evolui minhas opiniões, talvez as coisas não fossem tão fáceis e bonitas como eu antes achava.
Cada pessoa tem sua subjetividade.
Eu me permito ser quem eu sou e fazer o que quero fazer. A vida é curta demais pra quaisquer outras preocupações.
Eu tenho novas vontades. Que antes eu achei que nunca teria na vida. (E feels great.)
Eu conheci novas pessoas, novas bocas, olhos, corpos.
Eu mudei.
Cada parte do que sou.
Ainda tem partes minhas, antigas, que permanecem aqui. Pouquíssimas.
Eu definitivamente não sou a mesma pessoa de seis, sete, oito meses atrás.
E você sabe o quê?
Tô amando.
Prazer, Jady.
domingo, 24 de setembro de 2017
segunda-feira, 1 de maio de 2017
03.04
E não existe lugar nenhum nesse mundo onde o
meu eu possa encontrar o seu.
Mas existe, sim, um lugar que possamos
encontrar o nós. Onde ainda? Eu não sei.
Só sei que existe.
Porque vejo no seu olhar, no emaranhado dos
seus cabelos, no toque das suas mãos nas minhas.
Vejo no seu sorriso calado, um sorriso de
quem quer muito dizer algo, ainda que não saiba o quê.
Existe um lugar onde o nós está fixo,
constante, em espera. E minhas pernas correm ao encontro dele. Perdidas.
Tudo está perdido.
Mas quando te tenho aqui - essa presença que
mais parece um vento encostando em minha pele - algo dentro de mim se encontra.
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