O roxo do meu braço agora parecia um amarelo queimado com verde musgo. Uma constelação que antes roxa, ia se esvanecendo, como se nunca tivesse existido. Os cortes em meus dedos criavam uma casca dura, onde antes pulsava uma ferida aberta. Uma casca vermelha-escura de um sangue que antes brilhava claro e escorria em meus braços em direção a pia do banheiro. O mundo agora parava, estático, silencioso, onde antes girava girava girava sem parar e me fazia querer vomitar. As dores já foram embora, as cicatrizes estão indo. É isso que significa a vida? É isso que significa o amor?
Ele existe, e dói quando precisa doer, e some quando precisa sumir?
E dá paz quando precisa dar, mesmo que longe.