terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Me carregas por cercados
Se eu não me carrego, você me carrega. É assim. Depois de tanto tempo, depois de tantos usos, depois de tantas memórias, eu virei esse fardo pesado. Tendo que ser carregado sempre por alguém.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Extratos passados
E se um dia, por acaso, nós nos depararmos no mesmo banco do ônibus? Você vai se importar em dividi-lo comigo? E quando eu estiver saindo, você ainda vai segurar minha mão? Vai grudar o rosto no vidro e sibilar que me ama? Se você não o fizer, eu ainda vou estar esperando. Parada em frente aquela pintura azul. Te olhando ansiosamente. Com ternura e uma saudade já constante.
sábado, 21 de janeiro de 2012
O tal futuro incerto
Queria poder cuidar de você. Mimar você (só agora). Te amar mais uma vez, te abraçar com mais força, te beijar mais intensamente. Mas agora já é o tal futuro incerto que a gente previa. E você foi embora antes dele chegar, você não cuidou de mim, não me mimou, não me amou.
Não é que eu queira você ainda. Só fico na vontade de fazer o que deixei de fazer antes do futuro chegar. Mas essa vontade passa, né não? Assim como o amor passou.
Não é que eu queira você ainda. Só fico na vontade de fazer o que deixei de fazer antes do futuro chegar. Mas essa vontade passa, né não? Assim como o amor passou.
Não resisto a você
Isso, garota. Sorria.
Assim, desse jeito envergonhado
Sorria que eu derreto
Sorria que eu vou me reapaixonando
Me mostra seus dentes
Desvia o olhar
Mexe no cabelo
E sorria
Sorria que eu não resisto, não.
Assim, desse jeito envergonhado
Sorria que eu derreto
Sorria que eu vou me reapaixonando
Me mostra seus dentes
Desvia o olhar
Mexe no cabelo
E sorria
Sorria que eu não resisto, não.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
IN constância
Entenda: o mundo é constante. Ele não muda só porque você acha que ele pode mudar. As pessoas não mudam porque você as dá uma segunda chance. Nenhum relacionamento vai ser diferente. O jeito que te tratam hoje, é o mesmo jeito que tratou outra pessoa ontem. O mesmo amor que te dão hoje, foi dado pra outra pessoa ontem.
Capte, tudo funciona desse jeito, sempre vai funcionar. Não importa o quanto você se esforce para mudar as coisas.
Pior que uma inconstância incontrolável, é uma constância eterna.
Capte, tudo funciona desse jeito, sempre vai funcionar. Não importa o quanto você se esforce para mudar as coisas.
Pior que uma inconstância incontrolável, é uma constância eterna.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ar-riscos
E o que seria viver sem se arriscar? Sem pôr o corpo todo no fogo? O que seria da vida se ficássemos sentados, com medo, esperando algo acontecer por intervenção divina? O que seria a vida, aliás, se nos prendêssemos ao nosso próprio ser, agarrados no aconchego do conhecido, não querendo abraçar o que lá de longe vem, desconhecido, amedrontado. O que seria de nós, humanos frágeis, se não agarrássemos as oportunidades voadoras que nos passam de frente aos olhos?
Que definição poderíamos dar a ''vida'', senão correr riscos?
Que definição poderíamos dar a ''vida'', senão correr riscos?
sábado, 14 de janeiro de 2012
Venha nadar comigo
Largar-me-ei daqui. Acho que não me sirvo mais. Nem para resistir. Largar-me-ei aqui porque sei que o outro de mim é mais forte. Quando a gente sabe aonde a correnteza vai levar, é melhor nem entrar no mar. Nem fazer esforço pra nadar contra ela. Por isso estou indo. Porque eu, que sou eu, o eu que sempre existiu aqui, não é forte o suficiente pra lutar contra essa vontade de se jogar. Porque esse meu eu é teimoso, esperançoso e sempre acha que a correnteza vai levar pra outro lugar, um lugar seguro, tranquilo, bonito, eterno. Mas ela não vai levar. Nunca levou e nem levará. Largar-me-ei aqui e deixarei o meu outro ser me invadir. Ele me fará ir embora, pra longe desse mar apetitoso, que me chama sem parar, de um jeito suave, acalentador. Longe da correnteza e de suas infinitas quedas.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Eu só sou eu com você
Te guardo nessa foto. Desde sempre. Nessa gaveta esburacada e cheia de poeira. Te guardo não porque te amo, até porque acho que isso já não é mais possível. Guardo pra ver seu rostinho com esse sorriso amarelo, torto. Com essa pele mulata, reluzente. Te guardo, pra sei lá, lembrar da minha infância, do cheiro do seu cabelo, do seu vestido encardido. Te guardo pra que um dia, talvez, eu possa mostrar pros meus filhos e contar minhas histórias de garoto. Te guardo pra saudade permanecer. Pra eu poder sorrir pra foto, igual ao um idiota, e lembrar da primeira vez que a gente se beijou. Te guardo pro seu lugar no meu coração nunca se esvaziar. Pro tempo nunca te levar embora. Te guardo porque sei que, eu só vou ser o João se você continuar sendo minha Alice.
Na rua da saudade
Já andei vagando por ai, cheio de pessoas, cheio de amor
Me esforçava pra dialogar com elas
Ou melhor, me esforçava para falar o que elas queriam ouvir
Ouvia o que não queria ouvir, e me mantia em silêncio
Amava muitas pessoas sem receber em troca
Amava de verdade, sem saber que elas amavam de mentira
Amei sim, de um jeito louco, mas sincero
E elas riam por dentro. Da minha inocência insana.
E é por isso que hoje ando tão só
Porque, talvez, eu seja a única pessoa que possa me fazer feliz
Falo e escuto o que preciso
Me amo
Me venero
Uma luz dentro da minha própria escuridão
Meu próprio amor correspondido.
Me esforçava pra dialogar com elas
Ou melhor, me esforçava para falar o que elas queriam ouvir
Ouvia o que não queria ouvir, e me mantia em silêncio
Amava muitas pessoas sem receber em troca
Amava de verdade, sem saber que elas amavam de mentira
Amei sim, de um jeito louco, mas sincero
E elas riam por dentro. Da minha inocência insana.
E é por isso que hoje ando tão só
Porque, talvez, eu seja a única pessoa que possa me fazer feliz
Falo e escuto o que preciso
Me amo
Me venero
Uma luz dentro da minha própria escuridão
Meu próprio amor correspondido.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Permaneça
Eu disse 'fica', esperando que você realmente ficasse. Não ficar por ficar, mas permanecer do meu lado, pra sempre. Eu disse fica, para você nunca soltar minha mão. Eu disse fica, esperando nunca mais ter que te perder, esperando que eu nunca mais precisasse dar adeus.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Nunca soube dar adeus às coisas. Nem para as boas, nem para as más, nem para aquelas que não faziam diferença.
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