sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Other side

Há mais do que simples teoria aqui. É um dilema, talvez. Ocasionado dentro de minha própria alma. Aprisionado. Um lado obscuro. Como o das outras pessoas, que, às vezes, nem sabem que tem. Ele grita, tenta aparecer, tenta se mostrar, dilacera minhas veias pedindo uma oportunidade de sentir o mundo através do meu corpo. O meu lado obscuro. Cheio de uma tal intensidade.
Egoísta, egocêntrico, oportunista, mentiroso, manipulador. Nunca perde uma oportunidade de vir à tona e me deixar de lado. Ocupar minha mente, minhas ações, minhas palavras. E depois de tudo feito, só vai embora, me deixando com o peso das consequências. Ele é assim, covarde também. Mas a graça acabou, e por mais que eu tente nunca deixá-lo aparecer, é na noite que eu escuto sua voz, sussurrando por entre meus cabelos, invadindo minha mente com sua voz tentadora, alisando minha face inocente. Ele sabe. Sabe de tudo. Dos meus pontos fracos. E usa isso contra mim. De um modo cruel e, inevitavelmente, tentador. Preciso admitir, ele sabe como me deixar vulnerável, nauseada, e desprecavida. Pronto para que ele possa usar.
Só que acabou-se as forças. Acordar suando da incansável luta contra ele. Não é fácil. Não é o meu desejo. Só esperamos, eu e o meu eu, que ele vá embora logo e nos deixe em paz. Sem sua presença para nos manipular e nos transformar no que ele quiser. Só queremos segurança e liberdade. Apenas isso.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Irreal

Foi talvez como uma tempestade repentina, não olhei pros lados, você não deixou. Seu olhar brilhava como o fogo, você conquistou minha atenção, meus lábios sorriram involuntariamente. Meu corpo tomou movimentos, junto aos seus, a chuva já molhava parte da história, foi um sonho? é um sonho? Não, apenas chovia sem cessar. Eu estava molhada, precisava sentir o seu corpo, precisava exalar seu cheiro, sentir a segurança dos seus braços. Você me ama? Preciso ouvir que me ama. Você me quer? Preciso sentir isso. Será que possuirei seu nome em mim? Eu quero e desejo isso. Tome parte de mim, tome parte do meu coração, eu prometo amar-lhe com tudo o que eu posso no tempo que eu puder, farei o meu melhor para ser o seu melhor.
O meu maior desejo é que continue chovendo.

Chuva

Seus olhos estavam fixos em uma gota de chuva que corria rapidamente pelo vidro. Sua pele se arrepiou com o vento gelado que entrava pelas frestas da janela. Colocou uma mão no vidro e permaneceu olhando até que a marca desaparecesse. Suspirou.
- Nada mais deprimente que a chuva. O ar gela, os pássaros se escondem, o céu fica incolor e até as árvores perdem o verde. Me pergunto se estou assim por ela, me pergunto se posso colocar a culpa dela no estado que meu espírito se encontra. Mas aqui estou eu, com um semblante intacto, olhando as gotas descerem rapidamente, molhando tudo o que vêem pela frente, o mar subindo, e as plantas, mesmo sem vida, agradecendo pela água. Será mesmo que não há nada que eu possa fazer? - Pensou a garota, forçando suas sombrancelhas. Colocou a mão para fora da janela, sentindo a água percorrer por sua pele. - Eu sei, já estou acostumada com isso. Sabe... Com a chuva, com essa nostalgia. Estou cansada de, ao menos, não conseguir me expressar. Mas de uma coisa, talvez eu tenha certeza, estou bem. Não tão bem quanto acho que deveria estar. Mas bem. Ainda há um espaço aqui dentro. Mas isso não faz com que eu me sinta mal. Só me deixa... Vazia. Sem mais, nem menos. Só assim. - Pensou ela com mais enfâse, fechando a janela.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Não

Sinta o gosto amargo da saudade. A agonia da lembrança. O pavor do medo. Sinta o peso do segurar de uma lágrima. A força que tento ter. Sinta o orgulho de não correr atrás. A fantasia de um sonho. Sinta a carência de um abraço. A lembrança de um beijo. Sinta tudo o que sinto por você, e pare de dizer que sente o mesmo. Sei que faço coisas erradas, sinto coisas erradas e penso coisas erradas. Mas não faço porque quero, faço porque não consigo lutar. Não vá embora. Não me deixe! Por mais que isso pareça irônico e hipócrita.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Escolhas

Ela estava andando em uma estrada. E havia dois caminhos bifurcados. Ela tinha que escolher um. E sabia da consequência de cada um deles.
Adentrou no primeiro deles, o direito, e como num passe de mágica, se viu em um lugar bonito, o sol brilhava fortemente, foi andando devagar para tentar entender onde estava. Mas não conhecia. Virou seu corpo para trás, e viu uma multidão de pessoas, em círculo, vestidas de preto. Estava com medo do que aquilo poderia ser, mas continuou até estar perto demais para identificar as pessoas. Sua mãe estava cabisbaixa, triste, com um semblante decepcionado, as lágrimas corriam por seu rosto. Ela nunca havia visto sua mãe daquela forma, foi ao seu lado, e tocou em seu ombro, mas ela não a viu, nem sequer sentiu sua presença. Olhou seu pai, ele estava desolado, talvez tão triste quanto sua mãe. Ela, enfim, se desvencilhou do olhar fixo em seus pais, e olhou as pessoas a sua volta. Todos, sem exceção, ela conhecia, seus amigos, familiares. Ficou confusa, atordoada. Por que estavam todos tristes? Foi ao lado de sua vó, e de repente, viu um cachorro andar alegremente sobre a grama verde do chão, era fascinada por cachorros. Quando esticou a mão para apalpar a cabeça do animalzinho viu algo que chamou mais sua atenção do que qualquer outra coisa. Seu rosto branco, sua boca roxa, dentro de um caixão. Deixou seu corpo pender para trás. Ela havia morrido? Quando? Por quê? Aproximou-se dele. Tentou tocar a própria face, mas estava coberta por um vidro. Olhou seu corpo e se prendeu a seus pulsos, cortados, sem sangue, mas totalmente marcados. Levantou-se confusa, entendia agora, o porque de todos estarem daquele jeito. Mas ela, aonde estava? Por que foi parar ali? Então lembrou-se dos dois caminhos e foi correndo para aonde havia adentrado.
Olhou. Respirou. O que sobrara ao outro caminho? O que poderia ter dentro dele?
Colocou seus dois pés dentro do outro, dessa vez, o esquerdo e de novo se viu em outro lugar. A areia era branca, fazia cócegas em seus pés, estava sozinha. Olhou ao seu redor, e não havia ninguém de preto, ou em qualquer ritual de morte. Respirou aliviada. Ergueu a cabeça, e viu o mar azul, calmo, resplandecente. Saiu correndo, molhou seus pés, sentiu o vento em seus cabelos. Ela estava bem. Sem qualquer culpa. Podia sentir o gosto do vento em seus lábios, em sua pele, ele estava enaltecido sobre seu corpo.
Ficou tão distraída com o mar que nem percebeu a presença em seu lado, até que o perfume lhe invadisse por completo, e a sua voz ecoasse em sua cabeça fazendo seu corpo estremecer.
- Desculpa a demora, meu amor.
Olhou para cima, e viu tudo o que estava esperando durante meses. O olhou confusa, tocou sua pele, precisava ver se era real. Se ele estava mesmo ali.
- Lucy, o que houve?
Ela segurou sua mão, e o que antes não havia notado, acabou percebendo, levantou a palma branca de sua mão e viu uma prata resplandecente. Sorriu e o olhou de novo.
- Acho que você pegou muito sol, mocinha. - E deu um riso.
Ela poderia escolher o caminho, já. No momento em que ele deu o sorriso, ela já sabia qual caminho tomaria. E poderia aprender com isso.

Na vida, você escolhe os caminhos que quer. Nem sempre, eles são os certos a serem seguidos. Mas o caminho certo sempre será aquele que irá te fazer feliz.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Esperança

Existe algo que cresce em você, a príncipio uma vontade de tornar algo real, ao longo do tempo uma necessidade de realizá-la e no final: A esperança. Sei que não é fácil pra você lidar com ela. Quando você deseja isso mais do que tudo é difícil torná-la permanente... Inúmeras tentativas de eliminá-la da sua vida, eu sei, mas ela é mais forte, há um motivo nela que a torna mais forte do que a sua desistência. Você já tentou colocar outra coisa no lugar desse sentimento, mas foi em vão, você já tentou ocupar-se com outra coisa, mas também foi em vão. Esse sentimento te enriquece, por mais que doa e que demore, ele te enriquece. Só não te traz persistência como também traz, força de vontade, carinho, paciência, longaminidade e um amor que aumenta a cada dia. Eu sei que dói, sim... Eu sei até demais, mas depois ele ameniza você se acostuma e... Aprende a viver assim. Não estou dizendo que é ruim, não é! Mas no final você entende que tudo isso te ajudou um dia, você vai agradecer as pessoas por te aguentarem reclamar, você vai agradecer o amor por não ter acabado e a esperança por não ter morrido. Um dia você vai entender que todos os acontecimentos tiveram seus motivos, e todos os motivos tiveram um ensinamento, você vai aprender com isso, confie em mim.

Passado

Eram só você, eu e o sentimento que nos enlaçava. Confesso que nunca fui tão feliz, apenas olhar para seus olhos, para o contorno da sua boca, que vinha a vontade de te ter. Só pra mim. Uma vontade que apenas um abraço não preenchia. Era só ouvir o som de sua risada, que meu coração pulsava mais forte e o sangue bombeava com maior velocidade. Ainda consigo enxergar as expressões da sua face, as covinhas, as caretas. Ainda consigo ouvir o som da sua doce voz, ela penetrava em meu ouvido, e fazia tudo se acalmar dentro do meu corpo. Ainda posso sentir o toque de sua mão em meu ombro, as cócegas que seus dedos faziam toda vez que chegavam perto do meu pescoço. Ainda lembro de como eu me sentia perto de você, totalmente desequilibrada, sem fôlego, apaixonada.
 Admito mais ainda, que é horrível acordar em minha cama, olhar ao meu lado e ver um espaço vazio. Passar a mão por cima do travesseiro e ainda sentir o seu cheiro. Admito que toda vez que abro os olhos preferia estar morta. Preferiria nunca mais ter que sentir sua falta, porque é mais que dor, é morte.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Rotineiro

- Você está bem? - Pergunta a garota, com um semblante preocupado.
(Bem? Não. Não tenho estado bem nos últimos dias, queria poder dizer que sim. Mas não estou. Queria poder abrir meu corpo, queria que as idéias fluíssem por outros corações que me entendessem. Queria que essa corda, chamada agonia, soltasse as estranhas do meu corpo. Queria que existisse espaço suficiente em mim para que as células da alegria contagiassem cada parte do meu sangue, queria te falar que tudo está em perfeita paz, e que nada nesse momento me encomoda. Mas não dá, porque não seria verdade. Posso dizer-lhe que nem ''mal'' é a palavra que procuro. Estou arrasado, detonado, sem vida. Queria ajuda. Queria sentir mais um minuto do que significa ''estar bem'').
- Estou. - Respondeu ele com um meio sorriso na face.

domingo, 21 de novembro de 2010

I miss u

Os raios do sol tilitavam sobre o vidro da janela, fazendo minha pele esquentar. Abri os olhos e tudo estava claro, os pássaros assobiavam suas canções de bom dia, o vento soprava suavemente pelas folhas das árvores. Tudo parecia estar no seu perfeito lugar. Estiquei as pernas e fiz um movimento com os braços até que meus ossos estralassem.
- Bom dia sol! Bom dia, céu! Bom dia, dia! - Disse eu sorrindo enquanto abria a janela. Respirei profundamente. Não havia nada como o ar puro. Coloquei minhas pernas para fora da cama e olhei a minha frente. Abri outro sorriso, mais sincero desta vez. Cheguei perto do retrato, passando o dedo pela face sorridente do garoto.
- Sinto sua falta, sabia?! Eu realmente sinto. - Indaguei pegando a foto e beijando-a. Fechei os olhos e de repente, num impasse de segundos, minha mente começou a entrar na profundidade daquelas imagens. Eu não queria. Mas eu já estava vendo tudo de novo.
Ele era um menino tão bom. E eu o amava tanto que nem poderia expressar o quanto. Ele era a pessoa que eu mais confiava. Todos os dias da minha vida, após ele ter aparecido, eram maravilhosos. Ele me fazia tão bem, me fazia rir dos mínimos detalhes... Suas risadas me deixavam atortuada, eu me sentia tão feliz que aquilo nem parecia ser real.
- Eu só queria que você estivesse do meu lado, novamente. - Meus olhos encheram-se de lágrimas. - Eu só queria que você entendesse que nada no mundo compraria o meu sentimento. - Um raio do sol alcançou meu ombro naquela hora. Olhei em sua direção. - Eu o amo peixinho. - E eu sorri, como se em resposta, ele houvesse sorrido também. 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Querido Dean

Ele estava sentando em uma cadeira de madeira, balançando para frente e para trás. A chuva forte caía lá fora, fazendo-o relaxar. Respirou profundamente, num olhar triste e longíquo, pegou um papel amassado perto de seus pés. O desamassou com carinho, tentando fazer com que as marcas na folha desaparecessem. Fechou os olhos novamente. Não quero ter que lê-la de novo, pensou ele. Tarde demais, seus olhos já percorriam as infinitas sensações que aquilo lhe causava.

Querido Dean, sinto sua falta. Como jamais sentira antes. Sei que não deveria ter escrito isso, mas espero que entenda, é difícil para mim também.
Queria que as coisas tivessem acontecido de outra forma. Mas se foi assim, é porque deveria ter sido assim.
Missy está tão grande! Seus olhos azuis são idênticos aos seus, e a forma que ela sorri sem graça sempre me lembra ao nosso primeiro encontro. Ela sempre pergunta de você antes de dormir, e me corta o coração ter de mentir sobre seu pai.
Toda vez que saio pela rua esbranquiçada pela neve lembro de você, da forma que você era destrambelhado o suficiente para cair de cara na neve toda vez que dava um passo, toda vez que escuto nossa música sinto que você ainda não morreu. Ainda está dentro de mim.
Eu só queria um momento ao seu lado! Um único momento que me fizesse sorrir novamente. Sentir saudades nem é mais o sentimento que procuro. Eu só preciso de você novamente. Para me aquecer.

Me desculpa por tudo. Só não aguentaria vê-lo sofrer por minha causa. Um dia você entenderá, foi melhor assim. Sentirei sua falta, até que meus últimos suspiros não existam mais.

Com amor, Kassie.

Enxugou as lágrimas persistentes que molhavam a folha e em seguida amassou-a com toda força que podia, abriu a janela e a jogou na chuva. Fazendo as palavras diluírem por entre as valas sujas e gélidas de um lugar qualquer. Como seu coração.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Who am I?

Uma realidade? Levo as coisas muito a sério.
Sou o tipo de pessoa que acredita em tudo o que falam e mostram.
Sou alguém ingênua quando se trata de mentiras.
Gosto de mar, vento, chuva.
Odeio tumulto, calor, ignorância.
Ás vezes acho que sou o contrário do mundo.
E talvez seja mesmo. Mas não me importo.
Sou um espírito alegre num dia, e triste no outro.
Sou como vento. Ás vezes forte, ás vezes fraco.
Sou como mar. Ás vezes agressivo, ás vezes calmo.
Sou como uma eterna amante, me apaixono por tudo.
Sou masoquista, sofro dores supérfluas.
Sou confusa. Não sei se o que escrevo é verdade.
Sou tão confusa que nem sei porque escrevo.
Se me perguntarem quem sou? Não saberei responder.
O que falo que sou não é o que sou.
E o que penso nunca é o falado.

Boa noite

Deitei em minha cama e relaxei, o pesar do dia estava obrigando meus olhos a fecharem, tudo parecia calmo e sossegado...
De repente, vi-me em frente a um lugar bonito, cheio de árvores e passáros. O céu estava tão azul que refletia em meus olhos, fazendo-os ofuscarem. Olhei em minha volta, não havia ninguém. Sorri. E sentei em um banco. O canto dos passários ecoava em meu ouvido. Eu queria ficar ali para sempre, sentindo o vento em meus cabelos e a natureza ao meu redor. Achei que não poderia ficar melhor, até ver o meu menino. Ele estava com a face resplandecente, e seus cabelos bagunçavam junto ao vento. Sorri novamente. Continuei quieta e na mesma posição, ele veio, tocou em meu rosto, me olhou de um jeito que nunca havia olhado antes. Estranhei e a sensação que eu havia evitado por anos, voltou com enorme força. Atingindo meu peito, minha cabeça, meu espírito, minha alma. E o pior de tudo, novamente, atingiu meu coração.
Olhei a sua linda face, mas ela estava indo embora, junto com o corpo que me aquecia nas noites frias, com o sorriso que me confortava e com meu coração em suas mãos.
Queria poder chorar, mas eu já sabia que não conseguiria, apenas fiquei lá parada, o olhando ir embora, sem ao menos ter força para levantar e trazê-lo de volta, sem força para gritar, implorar, e fazer com que ele permanecesse ao meu lado. Mas eu não consegui mover um músculo. Tudo estava travado. Doendo. Ardendo.


Levantei meu corpo com um impulso forte. Minha respiração estava ofegante. Toquei em meu corpo. Olhei a paisagem pela janela. Tudo continuava calmo e sossegado. Respirei de alívio. Deitei novamente e encarei o teto branco. Meu coração batia forte. E de alguma forma, eu estava desapontada.
Fazia algum tempo que eu não sonhava com aquilo e de repente, numa sequência de dias, aquilo atormentava minha cabeça.
'' É só um sonho.'' Pensei comigo mesma. E queria poder acreditar naquilo.
Fechei os olhos, e adormeci mais uma vez. Sem sonhos. 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deixe-me

Deixe-me lhe dizer o que sinto.
Deixe-me suspirar no espaço de um desabafo.
Deixe-me queixar o que não suporto dentro de mim.
Quando você não sorri, trava todas as minhas articulações.
Quando chora, me quebra em pedaços.
Quando está triste, me deixa a par de suas emoções.
Sou como uma fiel seguidora. Você sente, eu sinto junto.
Não estou reclamando, meu bem, só estou angustiada dentro do meu ser.
Ele chora, grita, precisa de um momento para sorrir, regozijar-se.
Está tão preso em minhas entranhas que sufoca-me.
Deixe-me dizer, estou melhor assim, do que sem você.
Prefiro estar assim, do que sofrer por não ter-lhe.
Mas deixe-me, sinceramente, lhe falar. Sou uma fugitiva.
Quando menos esperar, estou na rua. Sozinha. Vagando sem rumo.
Portanto, não deixe-me. Por favor, não.

domingo, 31 de outubro de 2010

Mr. Unhappy

Era uma vez um coração. Um coração vermelho e pulsante como qualquer outro. Ele batia forte e se acalmava, batia forte e se acalmava...
Não tinha nada mais, nada menos. Era só um coração. Mas certo dia, um outro coração apareceu a sua frente. E isso o deixou tão feliz! Não tinha do que reclamar. Ela amava pulsar forte, ás vezes, até queria sair daquela escuridão que o prendia e abraçar o outro pequeno órgão que batia ao seu lado. Ficava tão aliviado quando o ouvia pulsar forte também, e ficava triste quando tentava ouvir o típico batuque dele, mas não ouvia.
Passaram bons tempos juntos. Um completava o outro. Já sabiam o que cada aceleração ou calma significavam. Os dois eram um só. Até que de repente, assim, numa manhã qualquer de domingo, ele teve que dizer adeus. Foi do nada. E isso fez com que o arranque de um pedaço machucasse o outro. Doeu. E a dona do lugar que o mantinha ali ainda colocou a culpa nele. Dizia que quem tinha feito tudo aquilo era ele. Mas não era. Ele foi tão vítima quanto ela. E ele, talvez, estivesse tão machucado quanto ela. Entristeceu-se, as marcas ainda estariam ali por um bom tempo. Tinha certeza disso. Por dias, pensava em uma maneira de parar de bater porque o som que ouvia, não sendo a da sua metade, era ensurdecedor. E não aguentaria muito tempo. Era o que pensava. Mas ele aguentou sim.
Se demorou? É, demorou. Mas isso não quer dizer que tenha doído mais, ou menos. Doeu de qualquer jeito. Mas isso só o ajudou a ser forte. Se acontecesse de novo? Sofreria da mesma maneira. Só que com a com certeza de que ficaria tudo bem. Porque sempre fica. Não importa quando, como ou porque. É uma regra. Tudo fica bem no final.

Soc(necess)iedade

Ás vezes não é fácil pra você sentir um turbilhão de emoções - tanto tristeza, alegria ou qualquer outro sentimento - e não poder dividí-lo com alguém, em certos momentos você até se expressa, mas tudo o que recebe é ignorância ou reclamações. Talvez as pessoas precisem ser mais compreensivas, precisem se abrir mais, se doar mais, se render mais. O que, realmente, a sociedade fechada de hoje precisa é de comunicação, não digo de jornais, revistas ou fofocas, trata-se de diálogos saudáveis, de carinho e de entendimento. Ás vezes a única coisa que alguém precisa é um abraço e um ouvido, apenas isso, mas o que ganham se torna o oposto. Torne-se, diferente da realidade, da sociedade modista, seja o lenço, o ouvido, o abraço de alguém, pelo menos um dia. Você não só ajudará a ela, como a si mesmo.

sábado, 23 de outubro de 2010

2 Lados

Talvez seja um presente, tanto bom como ruim. Ao mesmo tempo que ele te dá sensações boas, pessoas agradáveis, prazeres duradouros, sorrisos e júbilos, ele também te dá lágrimas, dores, tristeza, solidão e preconceito. Vale a pena arriscar? Vale, e como vale. Amor é um sentimento meio confuso, o único sentimento no qual eu não posso definir medidas e altura. Ele te leva ao mar de rosas, como também pode levar ao abismo, é inexplicável e imensurável, é uma mistura de sentimentos, é como juntar as cores e formar o branco. Amor é a junção de morte com vida - cuja palavras são parecidíssimas - se você ama, vive, e se ama também morre. São provas e exemplos de amor, provas difíceis, não é fácil viver e sofrer ou morrer e esquecer. Quando você ama, você se arrisca, você confia, você teme, você sofre, você sorri, sente suas pernas tremerem, sente a sua razão sumir e seu coração pulsar mais forte. Amor é você dar a sua segunda chance para alguém corrigir o erro, é você não dar apenas uma pedaço de você, mas se dar por inteiro. Amor é amor, é simples e completo, quem não sentiu, ainda não viveu. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Andemos pela honestidade

Não sou boa em blogs, na verdade esse é o primeiro. Digamos que nem em escrever eu seja boa. Constantemente erro a grafia das palavras e coloco muitos pontos finais (Isso não é legal, sempre fica parecendo vazio).
  Mas, de coração, espero que quem leia, goste. Todos os textos saem do fundo do coração, de sentimentos verdadeiros, talvez até de coisas que eu nunca vi ou presenciei mas que, de alguma forma, sejam importantes.


É isso. Enjoy it!