Os raios do sol tilitavam sobre o vidro da janela, fazendo minha pele esquentar. Abri os olhos e tudo estava claro, os pássaros assobiavam suas canções de bom dia, o vento soprava suavemente pelas folhas das árvores. Tudo parecia estar no seu perfeito lugar. Estiquei as pernas e fiz um movimento com os braços até que meus ossos estralassem.
- Bom dia sol! Bom dia, céu! Bom dia, dia! - Disse eu sorrindo enquanto abria a janela. Respirei profundamente. Não havia nada como o ar puro. Coloquei minhas pernas para fora da cama e olhei a minha frente. Abri outro sorriso, mais sincero desta vez. Cheguei perto do retrato, passando o dedo pela face sorridente do garoto.
- Sinto sua falta, sabia?! Eu realmente sinto. - Indaguei pegando a foto e beijando-a. Fechei os olhos e de repente, num impasse de segundos, minha mente começou a entrar na profundidade daquelas imagens. Eu não queria. Mas eu já estava vendo tudo de novo.
Ele era um menino tão bom. E eu o amava tanto que nem poderia expressar o quanto. Ele era a pessoa que eu mais confiava. Todos os dias da minha vida, após ele ter aparecido, eram maravilhosos. Ele me fazia tão bem, me fazia rir dos mínimos detalhes... Suas risadas me deixavam atortuada, eu me sentia tão feliz que aquilo nem parecia ser real.
- Eu só queria que você estivesse do meu lado, novamente. - Meus olhos encheram-se de lágrimas. - Eu só queria que você entendesse que nada no mundo compraria o meu sentimento. - Um raio do sol alcançou meu ombro naquela hora. Olhei em sua direção. - Eu o amo peixinho. - E eu sorri, como se em resposta, ele houvesse sorrido também.
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