quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Corrupção e suas raízes



A corrupção é um mal vindo de nossos antepassados. Desde o descobrimento do Brasil, no período colonial, as autoridades, responsáveis por um grupo de pessoas e negócios, conseguiam um jeito de roubar, esconder, mentir ou se aproveitar de bens que não eram privados, mas de uso público. A corrupção vem, também, de dentro de nossos lares. Quando queremos adiantar algo de nosso interesse por barganhas, por exemplo. Atualmente, as relações políticas, por este lado, não perderam forças, mas apenas arranjaram um novo jeito de ''passar a perna'' nos cidadãos.

Entretanto, não apenas o lado maligno da história prevaleceu, a sociedade, com o passar do tempo, foi adquirindo conhecimento e lutando, cada vez mais, por sua liberdade de expressão, lutando para mostrar ao governo que tem opinião, que apoia certos casos e demonstra que está ali, ciente do que acontece, reinvidicando quando precisar ou quando não estiver satisfeita com algum acordo ou proposta de lei. A maioria atua pelo meio mais rápido, pela internet e redes sociais, onde organizam marchas, passeatas e greves contra a corrupção. E não apenas no Brasil, o movimento mais famoso do últimos tempos, foi a Primavera Árabe, onde o povo, pela primeira vez, conseguiu derrubar um governante (Hosni Mubarak), atráves do Facebook, onde organizaram o movimento e se reuniram em uma praça. Mas ainda assim, não é o suficiente, acreditam que o povo precisa se reeducar. Não vendendo seus votos, e tendo mais consciência de seus candidatos, para isso, a corrupção pode ser combatida pela educação dos cidadãos e pela eleição consciente. Há chances de que esse ensino seja feito em escolas, para ensino fundamental e médio.

Por fim, é dito para que não se percam as esperanças. Com a ajuda da sociedade em si, de lutas, de procuras, de exigências, é possível erradicar a corrupção. Precisamos de uma reforma política, de transparência por conta do sistema administrativo, da consciência do povo e de promessas cumpridas. Porém é necessário lembrar que o principal responsável pela mudança de nosso país somos nós mesmos. O poder da democracia nasce de nossas raízes.

domingo, 2 de setembro de 2012

Os tesouros de Jorge


Jorge era um homem adulto
Mas de adulto não tinha nada
Vivia vagabundeando pelas ruas do Rio de Janeiro
Malandreado com as moças, com os bebâdos
Com as quitandas, com as crianças
Com tudo que lhe aparecesse pela frente.

Nos momentos em que a malandragem não lhe apetecia a alma
Corria para o recinto que chamava de casa
Louças sujas por entre os cantos.
Sua máquina de escrever era o único que lhe dava apreço
A fim de deixar-lhe limpo
Escrevia, escrevia, escrevia
Até que seus ouvidos captassem lá longe o gargalhar de alguém
E saia correndo de novo. Sua malandragem o chamando.

Jorge não vendia escritos, escrevia como um miserável
Não tinha nada na vida, nem ninguém
A única coisa que lhe pertencia
Fazia-o um homem adulto não adulto
Fazia de Jorge: um malandro, miserável e sarcástico.