segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não desista

Você tem uma vida. Apenas uma. E ela não é o que todo mundo pensa que é. A vida não é dada para você aproveitá-la da forma que bem entender.
Você tem uma só. E precisa fazer com que ela valha a pena. Sorrir para quem ama você. Chorar de alegria. Aproveitar os dias de sol, abraçar nos dias de frio. Viver por quem morreu por você. E principalmente, amar quem ama você.
Todos somos seres humanos, imperfeitos, que cometemos erros todos os dias, e por parte das vezes, não sabemos que caminho escolher. Mas eu digo, com toda a certeza do mundo, se você ver que o caminho que está não é certo, volte. Tente quantas vezes forem preciso, mas volte e faça da maneira certa. Não espere o tempo fazer por você, ou outra pessoa. Se alguém pode mudar seu futuro, esse alguém é você. Ninguém vai fazer isso no seu lugar. Você é o único que pode te fazer feliz. Não desista.

AP. Força!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Misguided Ghosts

Existem muitos de mim dentro de mim. J, J, J, J, J. Fantasmas de diferentes cores e sabores. Vindo e indo. Fantasmas de calor e luz, do frio e do escuro. Petulantes e sábios. Há milhares deles, vagando sem permissão, transparecendo sem permissão. Malditos. Arranjando tempo e espaço, arranjando outros e mais outros. Enamorando-os sem qualquer objetivo. Fantasmas da noite, procurando dentro do meu ser alguma luz, algum ponto brilhante. Mas não o encontraram. Antes deles aparecerem meu ser já estava naquela avenida, no meio de todas as iniquidades. Incolor e indolor. Completamente sozinho, procurando o caminho de onde havia saido. Procurando o seu traço, o seu amor espiritual.
 Então eles, os fantasmas, me encontraram e tomaram todo o controle, me chamando de nomes que eu não conhecia. Milhares.
Existem muitos de mim dentro de mim. J, J, J, J, J...

Frases

Fiquei um tempo sem fazer nada, e vi do lado um papel e uma caneta, aproveitei e fiz algumas frases:

- Ando sobrecarregado pelo peso dos sonhos e pelas feridas da realidade.
- Ando sonhando demais, vivendo de menos. Sobrevivendo ao todo.
- Me prendi em ciladas inimagináveis por mim. Tão longe da realidade que ainda não acredito que fiz.
- Há dias em que você acha que deveria morrer ou sumir. Porém há dias em que você está tão cheio de si que se torna um poço de egocentrismo.
- Aprenda, se você condiz algo em sua vida, mais cedo ou mais tarde, é ela que vai fazer de você um hipócrita.
- Deus não é aquele adjetivo que você pensa que é. Ele não é algo que você possa entender ou classificar. Ele é mais. E consegue ultrapassar as barreiras da compreensão humana.
- Você não precisa ser feliz o tempo todo, ninguém é feliz o tempo todo. Não tem que haver motivos, você apenas sorri e sabe que o que sente é alegria.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Inexistente

Quando tudo está escuro, e o silêncio predomina, minha mente fica vazia, vagando entre as lacunas inexpressivas, buscando algo que a liberte da falta de cor, luz, vida. E se mesmo assim, eu precisasse de qualquer outra coisa para tê-la novamente, seria o seu traço. O cheiro do seu corpo, o brilho da sua alma, o tom da sua voz. Se eu precisasse de qualquer coisa que fosse, e não houvesse mais nada com que eu pudesse contar, você seria quem me faria sorrir, mesmo que não houvesse algum motivo para isso. Você seria a pessoa com quem eu sonharia mesmo que não houvesse mais intercessão com meu cérebro, e você ainda seria a pessoa que eu sentiria amor, mesmo não tendo mais amor.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Repugno

Havia um mar de incertezas. No raiar do dia, as ondas vinham e iam com uma calma inexpressível. Vagarosas e límpidas, tão claras e reluzentes quanto o brilho do sol. Marolando até o começo da areia seca, enchendo-as de dúvidas e mais dúvidas. Molhando cada grão com cuidado, para que nenhum deles ficasse a sós com a convicção.
Num repulso de tempo, o sol havia de esquentar cada partícula de vida. Cada pequeno ser insignificante daqui. Concentrados em sua pequena vida de nada. Vivendo pra nada, morrendo pra nada. Aliás, não vivendo, apenas sobrevivendo. Nojento e repugnante ser humano. Completo e indiscutivelmente, asqueroso.
Colocador de idéias supérfluas e intrigantes. Pensando sem permissão. Sem autoridade e lógica. Ser humano e sua linda construção. Linda, tudo bem, linda de uma forma desprezível.
Outrora, digo eu, o sol haveria de ir embora, e a lua tomaria conta de novo. Redonda, gorda, linda, cheia. Um vento. Certamente, como numa exemplificação do dia, do trabalho, do esforço, da vida. O ser humano, em qualquer hora, continuaria sendo o mesmo mesquinho homem das cavernas. Sem tirar ao menos os costumes. Continuava o mesmo.
Seria, eu, um desses? Ou talvez não? Se fosse, me classificaria igualmente. Me afastaria de mim mesma. Como venho fazendo desde que nasci.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tempo

Os ponteiros do relógio batem inquietamente, 3 milésimos por segundo, como uma batida de coração. Calma, e segura. Tempo. Incalculável e inexpressivo tempo. Há dias que ele passa ligeiramente, como se quissesse atrasar tudo o que você faz, te afastar das pessoas que gosta, fazer o sol esquentar mais rápido. E há dias, principalmente os dias que você precisa que tudo corra rápido, que ele te faz pensar, refletir, parar em frente ao relógio na expectativa de que os ponteiros corram os números mais rápido, porque tudo o que você precisa está num novo dia, com novas pessoas.
Tempo. Maldito e abençoado. O tempo que diz que cura tudo, mas que na realidade, não cura nada. O tempo que traz a distância, mas também traz a experiência. Tempo, tempo, tac, tempo, tic, tempo, tac. O tempo que nos faz pensar nas atitudes, e tomá-las com certeza. Enfim, o tempo é só o tempo, ele não significa nada se você não fizer com que ele valha a pena.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Metáfora

Fiz uma cadeia dentro de mim. Sem lados opostos.
Grades sujas, imundas, intocáveis.
Repulso.
Tentei fugir, mais de uma vez. Tentei apoderar-me do meu próprio ser.
Tentei ter o controle e fazer com que minha companheira de cela, a felicidade, me tirasse dali.
Mas nem ela conseguiu. Só me prendeu mais e mais na cama ilusória de ferro.
Tudo em mim doía, desde os pés até as veias. Pulsando lentamente.
O amor, juiz miserável, que me trouxera até ali, se deliciava com outros sabores.
Enquanto eu me perdia no cheiro da injustiça.
Sorria, gritava o ódio. Amigo fiel do amor. O carcereiro.
E eu obedecia, como uma marionete sem nenhum controle.
Os dias não passavam, se arrastavam. O coração mal pulsava ao lado da prisão.
Eu nem sequer podia ouvir o seu som. Não mais.
Tudo estava quieto e agoniante. Sem vida.
Silêncio. O maldito silêncio.
Totalmente sem pudor.
Esperando a tal liberdade para que pudesse me soltar.
Ver-se livre de mim. E por estranho que pareça, eu também queria estar livre de mim.
Livre de tudo.