sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Boa noite

Deitei em minha cama e relaxei, o pesar do dia estava obrigando meus olhos a fecharem, tudo parecia calmo e sossegado...
De repente, vi-me em frente a um lugar bonito, cheio de árvores e passáros. O céu estava tão azul que refletia em meus olhos, fazendo-os ofuscarem. Olhei em minha volta, não havia ninguém. Sorri. E sentei em um banco. O canto dos passários ecoava em meu ouvido. Eu queria ficar ali para sempre, sentindo o vento em meus cabelos e a natureza ao meu redor. Achei que não poderia ficar melhor, até ver o meu menino. Ele estava com a face resplandecente, e seus cabelos bagunçavam junto ao vento. Sorri novamente. Continuei quieta e na mesma posição, ele veio, tocou em meu rosto, me olhou de um jeito que nunca havia olhado antes. Estranhei e a sensação que eu havia evitado por anos, voltou com enorme força. Atingindo meu peito, minha cabeça, meu espírito, minha alma. E o pior de tudo, novamente, atingiu meu coração.
Olhei a sua linda face, mas ela estava indo embora, junto com o corpo que me aquecia nas noites frias, com o sorriso que me confortava e com meu coração em suas mãos.
Queria poder chorar, mas eu já sabia que não conseguiria, apenas fiquei lá parada, o olhando ir embora, sem ao menos ter força para levantar e trazê-lo de volta, sem força para gritar, implorar, e fazer com que ele permanecesse ao meu lado. Mas eu não consegui mover um músculo. Tudo estava travado. Doendo. Ardendo.


Levantei meu corpo com um impulso forte. Minha respiração estava ofegante. Toquei em meu corpo. Olhei a paisagem pela janela. Tudo continuava calmo e sossegado. Respirei de alívio. Deitei novamente e encarei o teto branco. Meu coração batia forte. E de alguma forma, eu estava desapontada.
Fazia algum tempo que eu não sonhava com aquilo e de repente, numa sequência de dias, aquilo atormentava minha cabeça.
'' É só um sonho.'' Pensei comigo mesma. E queria poder acreditar naquilo.
Fechei os olhos, e adormeci mais uma vez. Sem sonhos. 

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