Há mais do que simples teoria aqui. É um dilema, talvez. Ocasionado dentro de minha própria alma. Aprisionado. Um lado obscuro. Como o das outras pessoas, que, às vezes, nem sabem que tem. Ele grita, tenta aparecer, tenta se mostrar, dilacera minhas veias pedindo uma oportunidade de sentir o mundo através do meu corpo. O meu lado obscuro. Cheio de uma tal intensidade.
Egoísta, egocêntrico, oportunista, mentiroso, manipulador. Nunca perde uma oportunidade de vir à tona e me deixar de lado. Ocupar minha mente, minhas ações, minhas palavras. E depois de tudo feito, só vai embora, me deixando com o peso das consequências. Ele é assim, covarde também. Mas a graça acabou, e por mais que eu tente nunca deixá-lo aparecer, é na noite que eu escuto sua voz, sussurrando por entre meus cabelos, invadindo minha mente com sua voz tentadora, alisando minha face inocente. Ele sabe. Sabe de tudo. Dos meus pontos fracos. E usa isso contra mim. De um modo cruel e, inevitavelmente, tentador. Preciso admitir, ele sabe como me deixar vulnerável, nauseada, e desprecavida. Pronto para que ele possa usar.
Só que acabou-se as forças. Acordar suando da incansável luta contra ele. Não é fácil. Não é o meu desejo. Só esperamos, eu e o meu eu, que ele vá embora logo e nos deixe em paz. Sem sua presença para nos manipular e nos transformar no que ele quiser. Só queremos segurança e liberdade. Apenas isso.
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