Há alguma coisa. alguma. coisa.
Porque eu precisei de ti, sim, nos dias que eu acordava de manhã e me sentia vazia, como uma xícara de café com leite morno, como se tivesse faltando alguma coisa.
Porque eu precisei de ti, sim, ao meio dia, pra me perguntar se eu tinha comido alguma coisa e se essa coisa era suficiente pra me sustentar durante o dia. E eu precisei de ti durante a tarde, pra saber como eu tava, pra saber dos meus medos, dos meus planos. Eu precisei de ti, especialmente, a noite, quando os fantasmas me assombravam. Precisei de ti pra saber como tinha sido meu dia, pra ouvir que você me queria por perto e que tinha feito a janta pensando em mim, pensando nos nutrientes que meu corpo precisava.
E eu precisei de ti todos os dias, da sua presença, da sua voz, do seu corpo. Precisei de ti pra tomar café comigo (e vinho). Pra ouvir música e pra me ouvir lendo pra você. Eu precisei de ti no mais profundo, no mais fundo, no mais escuro do profundo, do profano. Mas você não tava lá e eu não te culpo por isso. Não me culpo também. A vida só acontece. E eu sinto sua falta. Não porque eu tenha chegado a te amar nem nada, mas amei sua presença, seus feitos, amei sua passagem pela minha vida, como num conto de um livro que eu gostei muito de ter lido, um conto que eu releria se eu pudesse, mas não posso, porque não quero.
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