domingo, 23 de janeiro de 2011

Antónimo

Silêncio. Nada mais que ele. Completo e complexo.
Doloroso e pacífico. O velho e rotineiro silêncio.
A mistura de escuro com claro. Uma confusão de sons que o faz ser único, totalmente prazeroso.
A mistura de idéias, lembranças, memórias. Doídas e maravilhosas.
Proporciona a visão, o cheiro, a nitidez de cada detalhe.
Então, faça-o de novo.
Fique em silêncio.
Veja o que ele tem para te mostrar.
Mergulhe em seu infinito mar de barulho.
Inquietante, movimentado, enérgico.
Entre na superfície invísivel do que ele costuma ser.
Da aparência de algo reconfortante. Mas enfim, mentiroso.
Agressivo. Atônito.
Mal humorado.

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