segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Preso

Essa hora da noite o cigarro já não presta mais. Gruda. E tem um gosto péssimo. A vista da janela é deslumbrante, mas o barulho lá fora me deixa de estomago embrulhado. Algo dentro de mim gruda nas paredes do meu corpo. Sentado aqui, encostado ao vidro, vendo e sentindo o mundo lá fora, me faz parecer um ser insignificante.
Roupas, cds, restos de comida, fios, maços de cigarros e cinzas estão espalhados pelo assoalho dessa sala. E eu não consigo sair daqui. Essas buzinas lá fora, o som do trânsito, o céu, as estrelas, me chamam, me fazem não querer sair desse vidro. Preso pelo mundo. Preso pelo interior descrente de mim.

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