sábado, 17 de dezembro de 2011

Rastilhos

Essa casa cheira a escárnio.
Cheira à incômodos já esquecidos
Caos apagado
Memórias jogadas em teias de aranhas

Essa casa traz retratos
Lembranças presas em vidros sujos
Verdades nunca ditas
Presenças adormecidas pela poeira cerrada

Faz tempo que você não vem aqui?
Faz tempo que você me esqueceu?
Desde quando você transformou seu coração
Numa casa tão sórdida e fulminante como essa, querido?

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