quinta-feira, 28 de março de 2013

Ato premeditado


Sinta a fumaça percorrendo a curvatura de seu nariz, enchendo o ambiente. Continue me olhando desse jeito cortante, expelindo seus sentimentos com essa boca cor de sangue. O movimento de seus dedos impacientes sobre a coxa nua. Jogue o cigarro no chão, pise nele com raiva. Eu sei, eu sei. Abra a boca como quem hesita dizer verdades. Já estamos aqui há muito tempo e essa sua fumaça de cigarro me entorpece.
- Quer pedir um café?
- Peça. - Disse, soltando a fumaça pelo ambiente, me cortando com o olhar e jogando o cigarro no chão.

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