sábado, 6 de abril de 2013

Com sobrenome vida


Cecìlia sorria. O sorriso era Cecília. Era uma alma livre, como um pássaro que acaba de fugir de uma gaiola e tem um céu azul só pra ele. Cecília não mentia, porque era a verdade em pessoa. Morava num planeta só dela, embora vivesse na Terra. Via o lado bom em tudo, mesmo que não houvesse. Era simples e misteriosa ao mesmo tempo. Tinha brilho nos olhos, ou melhor, tinha olhos nos brilhos. Se feria rápido, porque a alma livre pode bater em alguns vidros ''vezenquando''.

Morreu Cecília. A morte ganhou vida, porque Cecília conseguia brilhar mesmo na escuridão. E uma alma livre não pode ser presa nem por uma gaiola, nem pela falta de vida.

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