Às vezes acho que sufoco minha felicidade. Ela se apresenta de todas as formas, me oferece chá, vinho, batata frita, diz que quer me ver sorrir e eu simplesmente a ignoro. Sempre pensei que nasci um ser antissocial, imprudente, cheia de ''inoportunidades'' e Deus do céu! - se ele existir - deve ter pena de mim, poderia ter me dado um pouco de caráter ou talvez um pouco mais de exclamação ao invés de interrogações.
Dizem que o conhecimento é questionar, duvidar do que se está lendo ou ouvindo e ir atrás de verdades e fatos, mas cheguei num ponto em que não consigo mais me questionar. Me misturei tanto em mim mesma que já não sei o que sou e o que não sou. E moço, cê sabe, tem muitas coisas em mim que já deixaram de ser faz tempo. Que passaram apenas a existir e não sei o que é pior: o fio que segura a inexistência bruta ou o fio, que por um fio, está deixando cair as duvidas pra começar a permitir a existência.
Às vezes também acho que, apesar de tudo, eu tenho uma tendência a acabar sozinha.
Sempre foi assim.
Eu, o vento, os pássaros e aquela caderneta cheia de anotações e pensamentos.
E embora sozinha fisicamente, nunca sozinha na alma.
Trago no meu peito o sorriso de todos aqueles que amo.
O timbre da voz
O toque da pele
O paladar.
O amor que nunca morre.
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