(...)
Sabe, morena, ando pela rua observando tudo e refletindo e caramba, é engraçado ser (o) humano, né? Todos eles se acham donos da razão, deuses da verdade absoluta e não são ninguém, de fato. Meros seres viventes com o lado egocêntrico-racional. E do lado oposto, tem a natureza, tão simples, tão não-desvendável, não procura ser o que não é, tem beleza apenas por estar ali, juntamente com os animais irracionais. É, a vida é mesmo um negócio maluco. Esses dias, tomando meu café de manhã e me prendendo na mesa por motivo nenhum, pensei que vivemos numa bolha prestes a explodir, basta um chacoalho aqui, outro ali e pum! Estourou. A bolha é o limite da vivência de pessoas normais, não devemos sair de dentro dela porque lá se encontra o perigo da anormalidade. Pense comigo, dentro da bolha, há tudo o que é convencional, heterossexualidade, casamento, filhos, a mulher que sabe cozinhar, o marido que trabalha até tarde, o emprego que nunca é bom o suficiente; e fora da bolha, há as coisas que você é e no que você acredita, mas que não podia ser por causa da limitação imposta pela bolha, por exemplo, você é gay, não quer casar, e quer viver sem dinheiro, na natureza. Você quer ser feliz, afinal. E eu quero mesmo é estourar essa bolha e abraçar minha felicidade, senão a vida não faz sentido. Do lado de fora tem essa morena linda, com esses olhos brilhantes e encantadores, que me fazem querer viver intensamente por ela e pra ela, 24 horas por dia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário