Ela era um emaranhado de ''descomplicações''. Era diferente de tudo que eu achava que conhecia.
Ela me completava em cada pequeno detalhe de quem eu era.
Quando encontrei-a, era como a primavera chegando depois de todo o inverno rigoroso.
Foi como o desabrochar das flores e aquelas cores mágicas saltitando por entre meus olhos.
Ela, absolutamente, transformou o preto e branco em azul, verde, amarelo, rosa...
Tê-la, e saber que ela era minha, assim como eu era dela, era como a realização de todos os desejos que eu havia tido.
Era ter certeza que minha vida antes de a ter conhecido não existia, e a vida depois dela fosse algo valioso e insubstituível.
Meu coração bateu cada vez mais forte a partir do momento que comecei a amá-la, como se já soubesse que estávamos predestinadas a viver uma vida longa e feliz juntas. E estávamos mesmo.
Eu, com 70 anos, uma bengala e algumas coleções de osteoporeses, ainda dizia com todas as palavras e com a mesma força que ela era o amor da minha vida. E continuaria sendo por mais 50 anos.
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