sábado, 2 de agosto de 2014

Meados de Julho

Tê-la era a maior sorte que eu já tinha tido. E olha que eu realmente não tive muitas em minha vida.
Ela era um emaranhado de ''descomplicações''. Era diferente de tudo que eu achava que conhecia. 
Ela me completava em cada pequeno detalhe de quem eu era. 
Quando encontrei-a, era como a primavera chegando depois de todo o inverno rigoroso.
Foi como o desabrochar das flores e aquelas cores mágicas saltitando por entre meus olhos.
Ela, absolutamente, transformou o preto e branco em azul, verde, amarelo, rosa...
Tê-la, e saber que ela era minha, assim como eu era dela, era como a realização de todos os desejos que eu havia tido.
Era ter certeza que minha vida antes de a ter conhecido não existia, e a vida depois dela fosse algo valioso e insubstituível.

Meu coração bateu cada vez mais forte a partir do momento que comecei a amá-la, como se já soubesse que estávamos predestinadas a viver uma vida longa e feliz juntas. E estávamos mesmo.

Eu, com 70 anos, uma bengala e algumas coleções de osteoporeses, ainda dizia com todas as palavras e com a mesma força que ela era o amor da minha vida. E continuaria sendo por mais 50 anos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário