quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Amanhã há de ser outro dia

Escrevo esse texto ouvindo músicas de Chico Buarque, feitas na época da ditadura, no ano de 1964. Estamos em 2016 e mais do que nunca elas fazem todo sentido.

Nossa (agora ex) presidente, Dilma Rousseff, apesar dos inúmeros problemas em sua candidatura, cumpriu muito bem seu papel, sendo reeleita pela maioria da população. A oposição, nada contente, contestou seu governo e atrapalhou-a de todos os jeitos. Acusaram-na e subjugaram-na.

Sinto-me extremamente triste e com um grande pesar no coração. Nossa democracia foi devastada por um senado feito por ricos que nenhum direito tinham de acusar alguém. Consumaram o golpe e entregaram nas mãos da população a obrigatoriedade de lidar com um governo ilegítimo que, mais uma vez, será feito para a burguesia.

Dilma, obrigada. Obrigada por ficar até o fim. Obrigada por aguentar em pé e de cabeça erguida a mais uma vez que te tiraram os direitos e te torturaram. Obrigada por defender e representar as mulheres, por tentar fazer do seu governo, um governo igualitário e justo. Obrigada por governar para pessoas que não teriam chances nenhuma de serem representadas se não fosse por você e pelo seu partido. Obrigada por ser essa mulher guerreira e não se curvar diante dos opressores.

Nós não vamos esquecer. Ficará registrado na história do Brasil o golpe de 31 de agosto.
Michel Temer não será esquecido. E amanhã há de ser outro dia!

Um comentário:

  1. Congratulações pela mensagem, neste texto e em raros amigos encontro o conforto e a defesa da desilusão que me afronta em todo resto. Mas a qualidade sempre há de superar a quantidade.

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