quinta-feira, 6 de junho de 2019

E eu te amei com toda a força que eu podia. Quis te ter tão fortemente que meus órgãos doíam. Te via dormir e sentia como se nada mais pudesse me abalar, porque estar contigo era assim. Contudo, eu quis mais ainda que você fosse real. Que todas aquelas coisas que eu pensava e sentia por você fossem mais do que apenas projeções da minha cabeça. Queria, desejava e ansiava que todo aquele amor fosse real. Como dizia Caio, em um de seus contos: "eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas". E me doía saber que eu amava alguém que nunca existiu. Me dói saber que sinto saudades de alguém que só existiu dentro da minha mente.

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