Tal qual Virginia Woolf, ela estava parada frente ao mar. As ondas batendo geladas em seus pés descalços. Tal qual a autora, ela sentia uma força que a puxava para dentro do mar, para o barulho do quebrar das ondas, da espuma branca que se espalhava pela areia. Se perguntava o que havia naquela infinitude azul escuro. Se havia mais do que ela poderia saber. Se havia mais do que ela conhecia. Se havia algo lá que talvez não pudesse ter aqui.
Sentia que seu tempo caminhando na areia estava acabando, que precisava tomar decisões logo. Sua cabeça doía e só havia um jeito de fazer parar de doer.
Mas deu meia volta e seguiu seu caminho na areia branca. Precisava resolver umas coisas em sua máquina de escrever e na sua vitrola antes que pudesse pensar nas famigeradas decisões.
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