sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mask

Quando chega a hora de me esconder, de colocar a máscara, eu me alegro. Preciso esconder quem eu era e quem estou sendo, para não assustar as pessoas, para não levá-las para longe de mim.
Quando a hora determinada da noite chega, e a lua alcança o ápice do céu, eu sei, é a hora de limpar, deixar as sobras do meu ser pelo chão frio.
'' É a hora '' Grita, já sem voz. E ai, durante todo o dia, quem eu aparento ser, cai em realidade. Logo, eu posso ser quem eu sou, um monstro, uma víbora, uma carne a sangue. Não sou eu quem escolho. Há alternância de fantasmas, procurando uma chance para introduzir-se na espessura do mundo aqui fora.

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