domingo, 19 de janeiro de 2020

19 de janeiro

Não é porque não estás aqui que deixei de ser tudo aquilo que vias em mim. Não é porque não se encontras na esquina mais movimentada da cidade, sorrindo ao lembrar de mim, que eu não posso ser a lembrança doce de alguém (inclusive a sua própria). Sua ausência não significa a inexistência de toda complexidade e beleza de quem eu sou. Só não há mais pares de olhos fixos em mim (ainda). Sedentos, devotos, viciados em uma parte de minha alma. Mas costumo sempre dizer: amanhã há de ser outro dia.

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