quarta-feira, 22 de junho de 2011

Rosas Vazias

Era como percorrer a mesma estrada, com os mesmo espinhos jogados ao chão. Era saber o que me esperava a frente, e mesmo assim, tentar correr sobre os espinhos, tentando não me importar com eles. Mas machucava, e doía, e a tentativa de não lembrar da dor só a fazia piorar. Sangrava e ardia.
A ideia de apenas deitar na grama, do lado da estrada, e desistir dela, me fazia melhor. Vazia, mas melhor. Os espinhos sempre foram os mesmo, e sempre machucariam da mesma forma. Eu poderia estar disposta a chegar ao fim, sabendo que recomeçaria o ciclo inúmeras vezes, até estar machucada o suficiente para não conseguir prosseguir.

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