domingo, 24 de julho de 2011

Maria Maria

Seu nome era Maria. Apenas Maria. Assim, simples.
Ela era uma menina carinhosa, romântica, sensível, alguém que confiava facilmente nas pessoas, e se tornava confiável rapidamente. Bom, até um tempo atrás, como qualquer pessoa, ela conheceu influências, e seres que a fizeram feliz por um tempo, e depois, claro, machucaram-na. Não fisicamente. Mas emocionalmente, espiritualmente e socialmente. Como boa menina, ela perdoou, porque fazia parte do que ela era. Perdoaria, as pessoas mudariam, e tudo ficaria bem de novo. Porém, não foi assim que aconteceu, as pessoas continuaram deixando feridas, e ela, de repente, viu que estava destruída e que tudo dentro dela estava morto.
As pessoas, que diziam amá-la, abriram um buraco negro e escuro dentro dela, e quando ela procurou o amor, o carinho, a sensibilidade, não os encontrou. Então, ela começou a perceber que, sem querer, estava machucando pessoas da mesma forma que elas a machucaram. E o pior, é que ela não se importava. As feridas fizeram com que ela não se importasse. Elas sugaram tudo de bom que existia dentro de Maria. E só deixaram espinhos e cicatrizes não curadas.
Ela não era depressiva, nem insensível, nem qualquer tipo de maníaca, era apenas alguém fria, movida a vento. O único motivo que a mantinha viva era a esperança, de que um dia, encontraria alguém que não mentisse, que fosse puro o suficiente pra mostrar quem realmente é, a curasse das feridas, e fizesse com que elas se transformassem em cicatrizes transparentes, curadas por algo verdadeiro. Baseado num coração que bombeia sangue, e não hipocrisia. Relacionamento que não fosse feito de ilusão. Alguém que pudesse consertá-la.

Nenhum comentário:

Postar um comentário