domingo, 31 de julho de 2011

Notas

Então você olha, 'reolha', dá uma disfarçada, olha de novo. E vai pra casa. Pensa no que viu, e tentar formar com nitidez o rosto em sua mente. Mas os dias passam, e você acaba esquecendo a bendita imagem, e volta ao lugar para ver de novo, focaliza o olhar e tenta mandar no seu cérebro para que ele nunca esqueça do sorriso dela, do olhar, do jeito que o nariz se mexe, e quando você volta para o seu quarto se pega sorrindo ao lembrar dela. Passa um mês. E as perguntas ecoam na sua mente: ''É ela?'' ''Eu a amo ou só me sinto atraído?''. Mas não se preocupe, são perguntas habituais do mecanismo humano.
Então, os meses passam voando, e você nem se dá conta. Os dias passam, e você não precisa olhar para o  rosto dela para lembrar dele a noite, e não precisa ouvir sua voz todo dia para lembrar de sua tonalidade. Todas essas coisas já estão gravadas na sua memória sem que você perceba. E não só isso, muita coisa mudou e você não percebeu: você sente saudades depois de meia hora, você lembra dela a cada segundo do minuto da hora do dia, e o único número de celular que você sabe de cor é o dela, e até se confunde quando vai ligar pra alguém. É confortável, não é? Claro, tirando as partes que você chorou e se entristeceu por algo não dar certo, mas não se preocupe com isso também, é normal. E sabe por que você gosta tanto do que lê? Porque você a ama. E isso é outra coisa que você acabou de notar.

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