Amor era um sujeitinho baixinho e arrogante. Era um bom amigo da mentira, da hipocrisia, da traição e da tristeza. Todo dia, às 7 horas, ele saia para trabalhar, pegava sua pasta vermelha, e entrava em bares, shoppings, casas, prédios, até no inferno. Seu trabalho era fácil, encostava nas pessoas, as fazia se olharem, e então, elas se aproximavam. Era um trabalho fácil, que acompanhado de suas amigas, o fazia mais completo. Mas não era só isso, meses depois ele voltava para ver o casal que havia feito, e sempre encontrava suas amigas se deliciando com eles: a mentira, a hipocrisia, a traição e a tristeza. Fazendo um banquete com sentimentos que deveriam ser... Respeitados. Não, ele não ficava triste quando via isso pela janela das casas, não, ele ficava satisfeito. Porque era o que queria desde o começo. Enganar as pessoas, fazer com que elas fossem seus fantoches, as manipular. E isso acontecia todos os dias, mais em Veneza do que no Brasil, mais na Itália do que na China, mas acontecia.
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